Lula manifesta a Correa desagrado com ação do Equador
Presidente equatoriano telefonou ao colega brasileiro neste sábado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou neste sábado, por telefone, com seu colega equatoriano, Rafael Correa, e expressou seu desagrado sobre a forma como o Equador conduziu a crise envolvendo um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo informações do Palácio do Planalto, o telefonema, na manhã deste sábado, foi breve e partiu de Correa.
De acordo com o Planalto, Correa disse lamentar o episódio e afirmou que não teve a intenção de gerar desconforto nas relações bilaterais com sua decisão de entrar com uma ação na Câmara de Comércio Internacional (CCI), em Paris, para suspender o pagamento da dívida de US$ 243 milhões contraída com o BNDES.
Segundo o Planato, apesar da iniciativa de telefonar a Lula, o presidente equatoriano não deu sinal de recuo em sua decisão.
Mal-estar
A decisão do Equador de suspender o pagamento da dívida foi anunciada na quinta-feira e provocou um mal-estar diplomático entre os dois países.
Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, convocou o embaixador brasileiro no Equador, Antonino Marques Porto, para consultá-lo sobre uma resposta ao anúncio equatoriano.
Em nota divulgada na sexta-feira, o Itamaraty informou que recebeu a notícia "com séria preocupação".
"A decisão do governo equatoriano foi anunciada em evento público sem prévia consulta ou notificação ao governo brasileiro", diz a nota.
Ainda de acordo com o Itamaraty, a forma como a medida foi tomada "não se coaduna com o espírito de diálogo, de amizade e de cooperação que caracteriza a relação entre o Brasil e Equador".
Ainda na sexta-feira, o governo do Equador disse em nota oficial "deplorar" a decisão do Brasil de convocar o embaixador brasileiro em Quito para consultas.
Polêmica
O empréstimo junto ao BNDES foi contraído em 2000 para o financiamento da obra da Usina Hidrelétrica San Francisco, em território equatoriano.
A polêmica teve início quando Correa questionou o fato de o empréstimo ter sido direcionado diretamente à construtora brasileira Odebrecht, mas "legalmente" aparecer como dívida do Equador com o Brasil. O governo do Equador alega que a dívida é ilegal e que há irregularidades na obra.
Com potência prevista de 230 megawatts e com capacidade para abastecer 12% da energia do Equador, a central San Francisco foi construída pelo Consórcio Odebrecht - Alstom - Vatech (empresas européias) e inaugurada em junho de 2007.
A partir de junho de 2008, a San Francisco começou a apresentar falhas e logo depois foi fechada, o que, de acordo com o governo equatoriano, coloca em risco o abastecimento do país e poderia ocasionar apagões de energia. No mês passado, o governo equatoriano expulsou a Odebrecht do país.
BNDES
Nesta sexta-feira, o BNDES divulgou uma nota em que afirma que o contrato firmado com a empresa equatoriana Hidropastaza cumpriu "todas as exigências previstas" pelos dois lados.
Segundo o BNDES, o contrato foi aprovado pelo Congresso Nacional do Equador, tendo sido atestado pela Procuradoria-geral daquele país e autorizado pelo Banco Central do Equador.
Além disso, de acordo com o BNDES, o contrato foi firmado no âmbito do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos da Associação Latino-americana de Integração (CCR/ALADI).
Com isso, o não pagamento da dívida "implica inadimplência do banco central devedor com os demais bancos centrais signatários do convênio", diz a nota do BNDES.
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domingo, 23 de novembro de 2008
Obama diz que prepara plano audacioso de estímulo à, economia,politica, Presidente
Obama diz que prepara plano audacioso de estímulo à economia

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que está montando um agressivo plano de dois anos para estimular a economia do país, alertando que são necessárias medidas imediatas para prevenir uma crise maior e uma espiral deflacionária.
"Se não agirmos prontamente e audaciosamente, a maioria dos especialistas sabe que podemos perder milhões de empregos no próximo ano", afirmou Obama em pronunciamento para rádio e vídeo divulgado semanalmente pelo Partido Democrata.
"Corremos o risco de cairmos em uma espiral deflacionária que poderia aumentar nossa grande dívida ainda mais", acrescentou.
Um dia depois de as bolsas norte-americanas terem subido devido à aparente escolha de Timothy Geithner como Secretário do Tesouro, Obama fez uma avaliação desanimadora da economia em seus comentários mais detalhados sobre o assunto desde a vitória nas eleições, em 4 de novembro.
Em outubro, Obama pediu um plano de incentivo de 175 bilhões de dólares, mas seus comentários para rádio neste sábado indicam que ele está preparando um pacote muito maior, embora não tenha falado em valores.
O presidente eleito afirmou que o plano estabelecerá uma meta de criar 2,5 milhões de empregos até janeiro de 2011 e será "grande o suficiente para lidar com os desafios que enfrentamos".
A proposta de um plano de estímulo com duração de dois anos indica um esforço relativamente grande para reanimar a economia do país. Esses tipos de planos, em sua maioria, são pensados para o prazo de apenas um ano.
O número de norte-americanos na lista do desemprego chegou ao maior nível em 16 anos, subindo em mais de 540 mil, informou na quinta-feira o Departamento do Trabalho. Dados do governo também previram piora no setor imobiliário.
"As notícias desta semana apenas reforçaram o fato de que estamos enfrentando uma crise econômica de proporções históricas," disse Obama.
Fontes do Partido Democrata afirmaram que Obama escolheu Geithner, o respeitado presidente do Federal Reserve de Nova York, para assumir a direção do Tesouro e ajudar a tirar os EUA da crise econômica.
De acordo com a NBC, Obama deve anunciar Geithner oficialmente na segunda-feira.
Obama, que assume a Presidência em 20 de janeiro, afirmou que orientou sua equipe econômica para elaborar uma proposta de estímulo e estimou que o Congresso, liderado pelos democratas, aprovará o plano rapidamente.
"Trabalharemos os detalhes nas próximas semanas, mas será um esforço nacional de dois anos para aumentar a criação de empregos na América e estabelecer os fundamentos para uma economia forte e de crescimento", concluiu.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que está montando um agressivo plano de dois anos para estimular a economia do país, alertando que são necessárias medidas imediatas para prevenir uma crise maior e uma espiral deflacionária.
"Se não agirmos prontamente e audaciosamente, a maioria dos especialistas sabe que podemos perder milhões de empregos no próximo ano", afirmou Obama em pronunciamento para rádio e vídeo divulgado semanalmente pelo Partido Democrata.
"Corremos o risco de cairmos em uma espiral deflacionária que poderia aumentar nossa grande dívida ainda mais", acrescentou.
Um dia depois de as bolsas norte-americanas terem subido devido à aparente escolha de Timothy Geithner como Secretário do Tesouro, Obama fez uma avaliação desanimadora da economia em seus comentários mais detalhados sobre o assunto desde a vitória nas eleições, em 4 de novembro.
Em outubro, Obama pediu um plano de incentivo de 175 bilhões de dólares, mas seus comentários para rádio neste sábado indicam que ele está preparando um pacote muito maior, embora não tenha falado em valores.
O presidente eleito afirmou que o plano estabelecerá uma meta de criar 2,5 milhões de empregos até janeiro de 2011 e será "grande o suficiente para lidar com os desafios que enfrentamos".
A proposta de um plano de estímulo com duração de dois anos indica um esforço relativamente grande para reanimar a economia do país. Esses tipos de planos, em sua maioria, são pensados para o prazo de apenas um ano.
O número de norte-americanos na lista do desemprego chegou ao maior nível em 16 anos, subindo em mais de 540 mil, informou na quinta-feira o Departamento do Trabalho. Dados do governo também previram piora no setor imobiliário.
"As notícias desta semana apenas reforçaram o fato de que estamos enfrentando uma crise econômica de proporções históricas," disse Obama.
Fontes do Partido Democrata afirmaram que Obama escolheu Geithner, o respeitado presidente do Federal Reserve de Nova York, para assumir a direção do Tesouro e ajudar a tirar os EUA da crise econômica.
De acordo com a NBC, Obama deve anunciar Geithner oficialmente na segunda-feira.
Obama, que assume a Presidência em 20 de janeiro, afirmou que orientou sua equipe econômica para elaborar uma proposta de estímulo e estimou que o Congresso, liderado pelos democratas, aprovará o plano rapidamente.
"Trabalharemos os detalhes nas próximas semanas, mas será um esforço nacional de dois anos para aumentar a criação de empregos na América e estabelecer os fundamentos para uma economia forte e de crescimento", concluiu.
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